A culpa é de quem?: uma reflexão sobre passado, presente e futuro...

12 Fevereiro 2012

Agora sem agradecimentos, vamos ao que posso doar de melhor pra vocês, minha reflexão e o que consigo transformar em palavras, vou escrever algo mais gostoso, afinal, o texto anterior foi pesado, mas necessário. Vou iniciar o texto como eu costumava começar uns três anos atrás, ou seja, com algumas perguntinhas, eu fui perdendo com o tempo essas perguntas e discorrendo de uma vez. Então vamos lá!
Hoje à tarde eu estava me perguntando: Se algumas pessoas vivem remoendo a vida e o que passaram, porque não procuram fazer um presente melhor para que no futuro surjam lembranças gostosas e prazerosas? Porque as pessoas teimam em viver dentro de um pesadelo mental? E aí soltei no meu facebook essa indagação. Pensei na infância, que geralmente tem várias coisas que nos lembramos de bom, tem até site pra recordar períodos, pelo menos da minha infância têm vários relembrando os anos 80. Então se a infância é tão boa, porque a partir da adolescência as coisas mudam? Poxa! É claro! Em uma infância consideravelmente saudável, temos cuidadores e não somos tão responsáveis por nossos atos, já que sempre tem um adulto que se responsabiliza e não estou negando os sofrimentos infantis, mas somos abençoados por ótimas recordações dessa fase, talvez por ser um período em que as cobranças sociais e morais não sejam tão pesadas, talvez por não necessitar tanto daquela máscara ética que permeia as relações humanas, talvez porque nossos mecanismos de repressão estejam em estado pré-maturos e ainda não se desenvolveram como nos adultos, só sei que, ser adulto não é fácil e nem deve ser. Penso também que seja uma fase em que temos contato à primeira vez com o mundo, testamos o mundo e as crianças não fazem as coisas na racionalidade, são espontâneas e se permitem ao movimento da esperança.
Quando chegamos à fase da adolescência somos basicamente forçados a manter um padrão social nas relações e aí as coisas complicam, porque esse padrão na verdade é ideológico e utópico, visto que cada ser aprende ética e moral de uma forma e não viemos todos da mesma família, os valores não são homogêneos, cada família tem uma crença, normas e valores que diferem umas das outras e aí a confusão é iniciada, somos obrigados a lidar com as diferenças sociais e às vezes o que é diferente fere e machuca quando não estamos seguros de nós mesmos, então tentamos à todo custo impor nossa forma de ver o mundo e com o amadurecimento mental dos anos, percebemos que não podemos mudar o mundo, que isso não é bacana e que devemos aprender a viver com as nossas representações de mundo, nossos anseios e nossas dificuldades e paramos de culpar o outro por nossos fracassos, nos responsabilizamos por nossas derrotas e vitórias, isso é bacana no desenvolvimento. Mas infelizmente a maioria dos seres humanos teima em culpar o outro, ou seja, o errado sempre é o outro, não nós mesmos e assim voltamos à infância, lá quando eram nossos cuidadores que se responsabilizavam por tudo que fazíamos, portanto, acredito que quando culpamos nosso próximo e vivemos uma vida de coitadinhos, de injustiçados, regredimos aos pontos mal elaborados de nossa vida mental.
Volto na minha indagação e reflito, será que viver uma vida de lamentações não tem algo em comum com certa melancolia e nostalgia ao tempo em que não éramos responsáveis por nós? Uma forma de querer um colinho de nossos cuidadores? Acredito muito que só se amadurece quando se aprende a reconhecer no cotidiano nossos pesos e pesares por nossos atos, então chego à seguinte conclusão sobre o tema: Só vamos conseguir de verdade construir um presente agradável quando finalmente evoluirmos o bastante para nos tornamos sujeitos e agentes dos nossos atos, enfim, ampliar nosso conceito de vida saudável, em que somos responsáveis por nosso prazer, por nosso desprazer e não deixar a vida levar, mas sim tomar as rédeas da situação e transformar o presente em um presente internamente satisfatório no cotidiano.
Acredito que uma coisa ruim não é só ruim, a ambiguidade está aí pra isso, duas das coisas que aprendi muito e que tenho levado pra minha vida a cada dia, são duas frases que carrego no coração: “Se a vida te deu um limão, então faça uma limonada” e “Se a vida te virou as costas, então, passa a mão na bunda dela” e isso me faz refletir que pra tudo existe várias resoluções. Se as coisas não estão da forma como gostaríamos é porque de alguma forma conduzimos para que isso estivesse acontecendo, seja consciente ou inconscientemente, temos nossa parcela de decisão em tudo, mesmo que não reconhecemos e jogamos isso só nos outros.
Deixo a dica de um filme maravilhoso chamado “Ensina-me a viver” que foi bem indicado por uma supervisora clínica e essa eu tenho que agradecer muito, foi quem me ensinou a clinicar, basicamente uma mãe acadêmica. Aproveito pra deixar o trailer do filme e indicar a trilha sonora também.

Finalmente Psicóloga: Agradecimentos

Olá caros colegas, amigos e leitores!!!
Bom, acho que chegou o momento de explicar algumas coisas sobre o início dos meus textos, visto que sempre começo da mesma forma e quando me refiro aos colegas, estou me dirigindo aos colegas psicólogos, não aos meus colegas pessoais e o resto acho que não tenho que explicar. 
Agora contando um pouco sobre as minhas últimas duas semanas, foi meu baile de formatura no dia 04 de fevereiro e passei um dia de diva me preparando e me montando para ficar linda para este momento tão esperado e foi ótimo, até hoje não caiu minha ficha. Dia 09 foi minha formatura, isto mesmo, colei grau em psicologia, agora posso dizer de todo coração que sou psicóloga graduada de verdade ou como diria uma amiguinha da minha filha “Tia você é psicoliga?”, grande conquista na minha vida, um sonho realizado com muita dedicação e pra melhorar as coisas, neste dia eu comecei a sentir meu bebê se movimentando no meu ventre, como fiquei sentada por muito tempo, pude sentir na colação ele se mexendo várias vezes.
Contei com a presença de três amigos do peito que puderam representar todos os que não estavam lá comigo, ou seja, o Fernando, o Augusto e a Maíra. Meus pais e minha filha estavam comigo também e meu irmão lindo veio de longe pra me prestigiar nesse momento tão importante. Só tenho que agradecer a todos que torceram e me ajudaram a concluir essa etapa da minha vida, devo muito a vocês e devo muito aos meus leitores, afinal, desde que iniciei minhas atividades aqui no blog, me incentivaram a continuar essa tarefa muito prazerosa que é escrever aqui e tenho muito orgulho desse blog, afinal, é uma extensão da minha personalidade. Termino esses agradecimentos por aqui e como a postagem é dupla, preferi escrever o texto em outro post, esse fica só pra agradecer e muito a ajuda de vocês em todos esses anos.
Deixo meu muito obrigado pra todos!!!! Valeu a pena tudo de tudo.

Sobre violência psicológica contra mulher e sobre o machismo, uma reflexão...

23 Janeiro 2012

Olá amigos, colegas e leitores!!!!
Nossa o tempo passou e tenho noção do tempo que faz quando tive meu último insight de escrita, voltando ao texto anterior, parece que eu entrei em uma espécie de pesadelo e não consegui mais escrever, minha vida virou um quarto bagunçado. O que importa é que andei exterminando alguns monstros e demônios do meu cotidiano, tava como aqueles joguinhos que a gente tenta matar o monstro e fazemos de tudo e o maldito não morre, fica perturbando e não larga do pé, não caga e não sai da moita, perturba e fica tirando energia da gente, até que uma hora a gente morre, mas como nos jogos mais recentes, não tive o meu game over, pude apertar o continue, depois de uma semana de pausa em um lugar maravilhoso, pude reorganizar meus recursos internos e assumir de cabeça erguida minhas responsabilidades , ou seja,  acabei minha graduação e vou ser mãe novamente na metade do ano e tenho um mundo de possibilidades pela frente.
Hoje vou escrever um texto sobre violência psicológica e machismo e como alguns de vocês sabem, sou feminista até meu ultimo fio de cabelo, não suporto esses tipinhos que aprisionam as mulheres (mentes infantis, narcísicas e empobrecidas).
Quando conhecemos esse tipinho de homem, eles até enganam com o jeito gracioso que se aproximam e com o que mostram inicialmente, nós por outro lado acabamos nos apaixonando por esse tipo de canalha, por nos sentirmos seguras. Começam mostrar gradativamente o desagrado por nós, quando abraçamos nossos amigos homens, falando que se sentem desrespeitados e nós bobas tentamos contornar a situação e acabamos cedendo ao desejo do traste, passa mais um pouco de tempo, quando vamos contar algo sobre nossas vivências passadas, com  outras pessoas eles fazem questão de se mostrar ríspidos à respeito e nos calamos.
Quando vamos contar do nosso cotidiano, se existe um elemento masculino, como chefe, professores, amigos eles começam a tocar o terror, interrogando, ironizando, desmerecendo, ameaçando e chega um ponto que não temos mais vontade de dividir nossas coisas, passamos a viver uma vida de submissão ou de mentiras, tirando nossa liberdade de ir vir, com isso vamos enfraquecendo e o traste fica forte e se delicia com cada vitória que exerce sobre nós e tentam controlar todos os nossos movimentos, seja no celular, na internet, como nossa forma de pensar sobre as coisas.
Com o tempo a mulher não tem mais forças pra nada, porque o relacionamento consome toda sua energia afetiva e vital e inicia-se um ciclo de depressão e o traste não se importa com nada, pois, já aprisionou e escravizou a parceira e quando vê que a coisa tá feia mesmo, joga algumas migalhas afetivas, pra estimular a sensação de esperança de que tudo fique bem novamente, mas isso dura pouco tempo.
Socialmente são pessoas interessantes, mostram-se prestativos às amigas que sofrem afetivamente, são os caras mais legais da turma, super engraçados e extrovertidos e a parceira que fica como “louca”, “surtada”, não o traste que suga a energia dela como um vampiro.
A única coisa que importa pra esse tipinho é o seu umbigo, porque no relacionamento afetivo, às vontades da parceira são invisíveis, só servimos pra servir o otário, babacão e com tantas solicitações do miserável, esquecemos de nós mesmas e com o tempo vem as agressões físicas, pois, como não podemos discordar de nada e eles podem fazer tudo o que desejam, perdemos a dignidade, pois são imaturos, infantis e não respeitam nosso direito de ir e vir, nossa liberdade de expressão e de socialização.
Bom aí pode vir alguém e falar “Raquel porque tem gente que se submete a isso?”, queridos é um circulo vicioso e como eu falei , no inicio eles são super agradáveis e interessantes, é com o tempo que isso acontece e quando vemos, estamos à mercê desse tipo de sujeito, estamos enfraquecidas afetivamente pelo vampirismo emocional e torna-se quase impossível ter forças pra sair dessa situação e algumas mulheres são assassinadas ou cometem suicídio na pior das hipóteses.
Vou terminando o post e logo volto a escrever, acho que agora consigo escrever, vou deixar alguns vídeos sobre o tema, pois, não precisamos mais passar por tais constrangimentos afetivos, temos os direitos de ir e vir e nada, nem ninguém tem o direito de tirar isso de nós, por fim, isso é crime previsto pela Lei Maria da Penha.






Novamente: Esclarecimentos sobre a política do Blog.

18 Janeiro 2012

Estou publicando novamente, pois, mesmo que tenho exposto isso no layout do blog, as pessoas teimam em ficar me pedindo conselho, agora terminei o curso de psicologia  (minha colação é dia 9, não tenho registro ainda) e determinadas coisas não são permitas pelo Conselho Regional de Psicologia (CRP) e pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), então, segue abaixo a publicação da política do blog com algumas alterações :
Minha proposta para o Blog não é dar respostas e muito menos fazer atendimentos e sim expressar minha opiniões relativas ao  que penso sobre determinadas coisas da vida. Volto a dizer como já respondi alguns comentários  não posso atender online, pois, o Conselho Federal e Regional de Psicologia não autorizam esse tipo de procedimento, logo, esse espaço não se propõe a tratamento terapêutico e muito menos sou conselheira de algo, alias, acho de uma falta de respeito com o próximo esse lance de conselho, acredito que se fosse bom ia custar muito caro. Acredito muito que psicólogos bons não dão conselho, mas sim, pensam junto com o paciente sobre a intimidade do mesmo.
Me coloco a disposição para  criticas e sugestões no rackmoretti@yahoo.com.br ou pelo blog mesmo.
 
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